Uma moradora de 29 anos foi alvo de racismo dentro de um condomínio em Valparaíso de Goiás, no último sábado (22.nov.2025). O episódio, descrito como humilhante e revoltante, reacendeu o debate sobre discriminação racial e comportamento preconceituoso em espaços comunitários da cidade.
Ofensa racista ocorreu a caminho da piscina
Segundo relatos da vítima, identificada pelas iniciais A.M.S, ela se dirigia à piscina do residencial Varandas Premier, quando ouviu de um dos integrantes de um grupo de moradores a frase: “E aquela sombra preta? A mulher some no escuro.”
O comentário, de cunho nitidamente racista, foi seguido por risadas do grupo, que se afastou logo em seguida, como se fosse uma situação comum ou aceitável. A atitude gerou profunda indignação na vítima, que se sentiu constrangida e vulnerável diante do episódio.
Condomínio é acionado e promete identificar os autores
Revoltada, a moradora comunicou imediatamente o caso ao síndico do condomínio, que garantiu empenho na identificação dos responsáveis. Câmeras de segurança e registros de acesso devem auxiliar no processo para que os envolvidos sejam devidamente responsabilizados.
Na manhã desta segunda-feira (24.nov.2025), o condomínio emitiu um comunicado oficial reforçando que repudia qualquer ato de racismo ou discriminação, além de orientar moradores a denunciarem esse tipo de crime às autoridades competentes. O texto reforça que situações dessa natureza não serão toleradas e que o residencial colaborará com qualquer investigação necessária.
Racismo é crime
O caso gerou debate entre moradores e chamou atenção de lideranças locais pela gravidade da situação. Especialistas lembram que o racismo é crime previsto na legislação brasileira, com pena que pode incluir reclusão, além de multa.
Em Valparaíso, episódios de preconceito têm se tornado tema de alerta, especialmente após o Dia da Consciência Negra, celebrado há apenas dois dias do ocorrido — o que intensifica ainda mais a gravidade e a urgência de medidas educativas e punitivas.
Vítima pretende tomar medidas legais
A vítima afirmou que pretende registrar ocorrência e buscar seus direitos de forma judicial, para que o episódio não passe impune e sirva de alerta contra comportamentos racistas dentro da comunidade.
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