As chuvas intensas registradas nos últimos dias agravaram ainda mais a já precária situação das ruas do Parque Santa Rita e Jardim Marajó, no Valparaíso de Goiás. Em diversos pontos destes dois bairros, a água levou embora os remendos feitos anteriormente, reabrindo buracos e criando novos pontos de risco para motoristas e pedestres. O cenário é de deterioração generalizada: segundo moradores, é difícil encontrar uma única rua que não apresente problemas estruturais no asfalto.
A sensação predominante entre quem vive no bairro é de abandono por parte da atual administração municipal. Buracos profundos, vias esfarelando e trechos completamente danificados fazem parte da rotina diária da população, que convive com prejuízos constantes aos veículos e com o medo de acidentes.
“Quando não é o carro quebrando, é o risco de alguém cair de moto ou até mesmo um pedestre se machucar. A gente paga imposto e não vê retorno nenhum”, desabafa uma moradora que prefere não se identificar.
Outro morador critica a falta de ações efetivas e a repetição de serviços paliativos que não resistem ao período chuvoso. “Não é a primeira vez que isso acontece. Eles tapam os buracos de qualquer jeito, aí vem a chuva e leva tudo. Em poucos dias, a rua fica pior do que antes”, afirma, Denise de 38 anos.
A indignação também se estende à representação política do bairro. Um dos moradores questiona a ausência de quem deveria defender as demandas da comunidade. “Temos um vereador eleito com votos daqui do Jardim Marajó, mas cadê ele agora? Deve aparecer só nas próximas eleições, pedindo voto de novo”, critica.

Área de condomínios vive situação ainda mais crítica
Em uma área do bairro onde se concentram vários condomínios residenciais, a situação se torna ainda mais grave. O fluxo de veículos é intenso, já que centenas de moradores utilizam diariamente as mesmas vias para entrar e sair de casa. Mesmo assim, nenhuma intervenção efetiva foi realizada até o momento.
“O movimento aqui é grande o dia todo. Crianças, idosos, carros, motos, entregas… e a rua está toda destruída. É um risco constante”, relata um morador da região dos condomínios. Segundo ele, em dias de chuva, os buracos ficam encobertos pela água, aumentando o perigo de acidentes.
Moradores afirmam que já fizeram reclamações, pedidos e cobranças, mas não obtiveram respostas concretas. “A gente só vê promessa. Enquanto isso, o bairro vai se acabando”, resume Sandro Souza, morador do Varandas Premier.
Além dos danos ao asfalto, os buracos espalhados pelas ruas que dá acesso aos condomínios têm provocado uma situação ainda mais perigosa para quem circula pelo bairro. Para desviar das crateras abertas na via, motociclistas passaram a trafegar pelas calçadas, prática que tem colocado em risco direto moradores que caminham pelo local.
Segundo relatos, pedestres precisam disputar espaço com motos. “A gente sai de casa achando que a calçada é um lugar seguro, mas agora nem isso. As motos sobem na calçada para fugir dos buracos e quem anda a pé fica sem opção”, relata um morador.
A população alerta que a situação pode resultar em acidentes graves, envolvendo crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida, e reforça o pedido por intervenções urgentes, antes que o problema se transforme em tragédia.
Diante do cenário, a população do Jardim Marajó cobra providências urgentes, com obras definitivas de recuperação das vias e não apenas soluções temporárias. Para os moradores, o problema deixou de ser pontual e se tornou um retrato do descaso com o bairro, que segue enfrentando dificuldades a cada novo período de chuvas.


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