Um novo dispositivo eletrônico voltado para a proteção de mulheres em situação de risco está sendo desenvolvido nos laboratórios de tecnologia e inovação da Escola do Futuro de Goiás (EFG) em Santo Antônio do Descoberto. A iniciativa, que alia tecnologia e segurança, consiste em um aplicativo para dispositivos móveis e um chaveiro eletrônico equipado com um botão de alerta emergencial.
A criadora do equipamento é Deborah do Nascimento, de 20 anos, estudante do curso técnico em Desenvolvimento Web Mobile na Escola do Futuro de Goiás. Motivada pela necessidade de oferecer maior segurança às mulheres, Deborah idealizou o projeto com o objetivo de facilitar o acesso à proteção em situações de vulnerabilidade.
Batizado de Centro de Informações à Mulher (CIM), o aplicativo possui diversas funcionalidades projetadas para oferecer suporte imediato a mulheres que enfrentam situações de vulnerabilidade. Entre as ferramentas disponíveis, estão o disparo de alertas para patrulhas especializadas e contatos cadastrados, além do acesso a conteúdos educativos, mapas de locais de atendimento e conexões diretas com serviços de proteção à mulher.
Atualmente na fase de testes e ajustes de protótipo, o projeto tem como objetivo tornar o aplicativo amplamente acessível, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade. Para viabilizar essa proposta, há planos de estabelecer parcerias com órgãos públicos, ONGs e outras instituições voltadas à proteção da mulher.
Com uma proposta inovadora e um impacto social significativo, a expectativa é que o CIM possa se tornar um recurso essencial na luta contra a violência de gênero, oferecendo suporte, segurança e autonomia às mulheres.
Nossa equipe entrevistou a jovem responsável pela criação do dispositivo, que compartilhou detalhes sobre sua inspiração, desafios enfrentados e expectativas para o futuro do projeto.
Sobre a Iniciativa:
O que te motivou a criar esse aplicativo?
O aplicativo foi criado com a motivação de oferecer às mulheres uma ferramenta que facilite o acesso à segurança, à informação e ao empoderamento em situações de vulnerabilidade.
Como surgiu a ideia e qual foi o processo para transformá-la em um projeto real?
A ideia surgiu durante a participação online na Campus Party Nordeste, onde o tema da centralização de informações para mulheres foi abordado em um Hackathon e alcançamos o pódio desta competição com o app. Esse momento foi um marco importante para transformar o conceito em um projeto real, que hoje visa impactar diretamente a vida de mulheres em contextos desafiadores.
Qual é o principal objetivo do aplicativo e como ele pretende ajudar as mulheres vítimas de violência?
O principal objetivo do aplicativo é fornecer suporte prático e acessível para mulheres vítimas de vulnerabilidade, ajudando-as a encontrar segurança e autonomia.
Sobre o funcionamento do Aplicativo
Como o app funciona na prática? Que tipo de recursos ele oferece?
Por meio de ferramentas como o botão de emergência, solicitação de medidas protetivas, denúncias seguras, mapeamento de serviços de apoio, conteúdos educativos e direcionamento para cursos de capacitação, o app se torna um aliado poderoso no enfrentamento de situações de risco. Além disso, integra um recurso de personalização para aumentar a segurança: a usuária pode alterar o ícone de exibição do aplicativo e configurar um PIN de acesso, garantindo discrição caso o agressor tente descobrir seu uso.
O aplicativo tem algum tipo de parceria com órgãos públicos, ONGs ou outras instituições?
Na prática, o aplicativo ainda não possui parcerias formalizadas com órgãos públicos, mas temos planos de estabelecer conexões futuras com instituições que possam fortalecer a rede de apoio às mulheres. Essas colaborações serão fundamentais para ampliar o alcance e a eficácia do projeto, garantindo que ele esteja alinhado com as necessidades de quem mais precisa.
Sobre os Desafios e Expectativas:
Quais foram os maiores desafios que você enfrentou ao desenvolver o aplicativo?
Durante o desenvolvimento, enfrentamos diversos desafios, como criar um design intuitivo que priorizasse a experiência do usuário sem comprometer a segurança.
Você recebeu apoio de professores, colegas ou instituições?
Tivemos o apoio fundamental da Escola do Futuro, que forneceu recursos como laboratórios, impressoras 3D e componentes eletrônicos. A equipe multidisciplinar, composta por profissionais com expertise em áreas como segurança pública, marketing, programação e design, foi essencial para superar os obstáculos e transformar a ideia em um protótipo funcional.
O que você espera para o futuro do aplicativo? Há planos para expandi-lo ou incluir novas funcionalidades?
Olhando para o futuro, queremos expandir as funcionalidades do aplicativo, tornando-o mais inclusivo e abrangente. Planejamos adicionar novos recursos que potencializem a autonomia das mulheres e fortaleçam sua integração com redes de apoio e capacitação. Nossa expectativa é tornar o aplicativo amplamente acessível, proporcionando às usuárias ferramentas eficazes para enfrentar e superar os desafios que encontram no dia a dia.
Como você vê a importância da tecnologia no combate à violência contra a mulher?
A tecnologia é uma aliada crucial no combate à violência contra a mulher, pois possibilita o acesso rápido à ajuda e amplia as opções de denúncia e prevenção. Com o CIM (Centro de Informação à Mulher), nosso objetivo é que as mulheres possam encontrar apoio para traçar novos caminhos rumo a uma vida digna e segura.
Qual mensagem você gostaria de deixar para outras mulheres que enfrentam essa realidade?
Para aquelas que enfrentam a realidade da violência, a mensagem é clara: você tem direito a ser protegida e a viver plenamente. O CIM está aqui para apoiar cada passo dessa jornada. Acreditamos que informação e apoio são os primeiros passos para transformar vidas.
Que conselho você daria para outras jovens que querem criar iniciativas de impacto social?
Por fim, para jovens que sonham em criar iniciativas de impacto social, meu conselho é que invistam em sua educação e nunca subestimem o poder transformador de suas ideias. A educação muda vidas, e mulheres que acreditam em si mesmas são capazes de mudar a sociedade, abrindo portas para um futuro mais justo e igualitário. Que sejamos o exemplo de que mulheres podem e devem realizar a diferença, mudando não apenas suas realidades, mas também as de toda a comunidade.
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