Em um momento de reflexão e celebração, a Folha do Val anuncia o lançamento de uma série especial em homenagem ao Dia da Consciência Negra, que será composta por três reportagens focadas nas realidades, lutas e vozes de mulheres negras no Brasil. A iniciativa reforça o compromisso do jornal com a equidade racial, a justiça social e a visibilidade de quem historicamente tem sido marginalizado.
Por que essa série importa
O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, marca a morte de Zumbi dos Palmares, figura símbolo da resistência contra a escravidão e da luta pela liberdade dos afrodescendentes no Brasil. A data se tornou uma oportunidade para discutir a herança africana, celebrar as conquistas e — sobretudo — refletir sobre os desafios que persistem, como o racismo estrutural e a desigualdade social.
Ao dedicar uma série de reportagens ao universo das mulheres negras, a Folha do Val pretende ir além do simbolismo da data: quer dar voz a histórias pessoais, revelar rotinas de enfrentamento, e analisar dados que mostram a urgência de políticas públicas e de mudanças culturais. A série será distribuída em três partes:
1ª reportagem – Por que falar disso? A importância de discutir Consciência Negra em Valparaíso de Goiás
Reportagem inicial, explicando por que a Folha do Val decidiu produzir esta série, a relevância do tema para o município e como o racismo ainda aparece no cotidiano dos moradores — seja no transporte coletivo, no comércio, nas escolas ou nos ambientes de trabalho locais.
• 2ª reportagem – A mulher negra valparaisense: exemplo de luta e resistência
Um panorama sobre a realidade das mulheres negras da cidade, suas rotinas, seus desafios para acessar oportunidades, e como lidam com o preconceito no dia a dia. Inclui histórias de trabalhadoras, empreendedoras, líderes comunitárias e jovens estudantes.
• 3ª reportagem – Mulheres negras contam seus desafios
Relatos reais de moradoras de Valparaíso que enfrentaram situações de discriminação racial, desvalorização profissional, julgamentos estéticos e preconceito institucional.
• 4ª reportagem – Racismo no cotidiano: como o preconceito aparece nas ruas de Valparaíso
Situações comuns relatadas por moradores: olhares desconfiados no comércio, dificuldades em processos seletivos, abordagem diferenciada em lojas, violência simbólica no transporte e até casos recentes que repercutiram em grupos de bairro e nas redes sociais.
• 5ª reportagem – Saúde mental e racismo: o impacto silencioso nas mulheres negras da cidade
Como experiências repetidas de discriminação afetam autoestima, ansiedade, depressão e relações sociais. Inclui falas de psicólogas da cidade e relatos de mulheres que buscaram ajuda após episódios de preconceito.
• 6ª reportagem – Referências negras de Valparaíso: mulheres que inspiram e movimentam a cidade
Destaca empreendedoras, professoras, artistas, líderes de ONG, cozinheiras, trançadeiras, influenciadoras e mulheres comuns que fazem diferença no município.
O que dizem os números: a realidade do preconceito no Brasil
Para fundamentar essa série, é importante conhecer os dados mais recentes sobre discriminação racial no país — porque a experiência das mulheres negras não é apenas simbólica, é real, quantificável e tem impacto social profundo.
- Uma pesquisa de opinião realizada pelo Instituto Locomotiva em novembro de 2024 revelou que 70% das pessoas negras já passaram por algum tipo de constrangimento por motivo racial. (UOL Notícias)
- Segundo a mesma pesquisa, muitos negros relatam que evitam situações — 39% dizem que não correm para pegar transporte público por medo de serem interpelados; 46% evitam entrar em lojas de marca para não passar por constrangimento; 32% deixam de interagir ou pedir ajuda a vendedores. (Agência Brasil)
- Sobre saúde mental: 73% dos negros entrevistados afirmaram que episódios de discriminação têm impacto negativo em seu bem-estar psicológico. (Agência Brasil)
- Em outra pesquisa, desta vez apoiada pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR), 84% da população preta relatou já ter sofrido discriminação racial. (Agência Brasil)
- No mesmo estudo, 51% das pessoas pretas afirmaram ser tratadas com menos gentileza no cotidiano; 49,5% disseram ter menos respeito; e 57% relataram atendimento pior em estabelecimentos como lojas ou restaurantes. (Vermelho)
- Um levantamento recente também aponta que 30% das decisões judiciais envolvendo racismo ou injúria racial em 2025 ocorreram no ambiente de trabalho. (Agência Brasil)
Esses dados evidenciam que o racismo no Brasil não é algo do passado ou restrito a episódios isolados — é uma realidade vivida cotidianamente por milhões de pessoas negras, especialmente pelas mulheres negras, que enfrentam múltiplas formas de discriminação (racial, de gênero, social).

A importância de ouvir essas vozes
A série especial da Folha do Val chega para preencher uma lacuna significativa no jornalismo local e nacional: dar visibilidade a vozes que são silenciadas com frequência. Contar a história das mulheres negras — suas dores, suas lutas, mas também suas vitórias — é um ato de justiça simbólica e social.
- Empoderamento: ao dar espaço para relatos pessoais, a Folha do Val ajuda a reconhecer a agência dessas mulheres, permitindo que contem suas próprias histórias.
- Reflexão coletiva: essas reportagens podem provocar no público mais amplo uma reflexão sobre privilégios, estruturas de poder e responsabilidades individuais e coletivas.
- Pressão por mudança: ao revelar dados e exemplos concretos, a série pode pressionar autoridades, empresas e a sociedade civil a adotarem políticas mais efetivas de combate ao racismo.
- Educação e conscientização: para muitos leitores, pode ser a primeira oportunidade de entender, a partir de experiências reais, como o racismo estrutural opera no Brasil.
Convite ao leitor
Nas próximas semanas, convidamos nossos leitores a acompanharem essa série especial. Esperamos que cada reportagem abra portas para diálogos importantes, que toquem fundo tanto quem vive a experiência na pele quanto quem pode aprender com ela.
Ao celebrar o Dia da Consciência Negra, a Folha do Val reafirma seu compromisso de reportar a diversidade brasileira em sua plenitude — com sensibilidade, responsabilidade e urgência.
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