Aos 31 anos, o fisiculturista de SAD, Marcelo Filho é a prova viva de que determinação e disciplina podem transformar vidas. Nascido no Maranhão e vindo de uma origem humilde, ele encontrou no fisiculturismo um propósito, superando desafios e conquistando títulos que o colocaram em destaque no cenário esportivo. Hoje, morando em Santo Antônio do Descoberto (SAD), ele leva o nome da cidade e do Brasil para o mundo, inspirando aqueles que sonham em seguir o mesmo caminho.
Com uma trajetória marcada por esforço e resiliência, Marcelo Filho cativou o público não apenas com seus troféus, mas também com sua história de superação. Mais do que um esporte, o fisiculturismo tornou-se seu estilo de vida, moldando sua mentalidade e transformando seus desafios em combustível para seguir em frente.
Nesta entrevista exclusiva à Gazeta de SAD, ele inaugura a série especial “Entre Aspas”, onde atletas e personalidades da cidade compartilham suas experiências, desafios e conquistas. Marcelo fala sobre seu início no esporte, os sacrifícios da profissão, a emoção de representar o Brasil e seus planos para o futuro.



Início e Descoberta do Fisiculturismo
Gazeta: Você veio de uma origem humilde no Maranhão e encontrou no fisiculturismo um propósito. Como foi esse primeiro contato com o esporte?
Marcelo: Meu primeiro contato foi em 2015, através de um amigo da academia que, na época, era meu treinador. Foi um pouco desafiador, pois nunca tinha feito uma dieta restrita e nunca tinha treinado por tanto tempo em uma academia. Mas isso me fez gostar e amar o esporte, porque cada dia era um novo desafio.
Gazeta: O que te motivou a seguir essa jornada, mesmo diante das dificuldades?
Marcelo: Eu sempre quis ter o reconhecimento pessoal, ser alguém na vida. Também quis motivar outras pessoas a seguirem um estilo de vida mais saudável. Foi aí que decidi não apenas me dedicar aos treinos, mas também compartilhar o que aprendi com os outros.
Gazeta: Você se lembra do momento em que percebeu que queria competir profissionalmente?
Marcelo: Sim! Quando vi grandes atletas vivendo disso, também almejei o mesmo. Não era apenas um sonho, era algo que eu queria tornar realidade.
Desafios e Conquistas
Gazeta: O fisiculturismo exige disciplina extrema. Qual foi o momento mais desafiador da sua carreira?
Marcelo: Fiquei seis meses sem competir porque queria viver um momento único na vida de um homem: ser pai. Depois do nascimento da minha primogênita, tive apenas 42 dias para me preparar para um campeonato. E fui campeão!
Gazeta: Entre tantos títulos conquistados, qual foi o mais marcante para você e por quê?
Marcelo: Mister América, porque um dia ouvi alguém dizer que eu poderia conquistar o mundo.
Gazeta: Como foi a sensação de subir ao pódio pela primeira vez em um campeonato de grande porte?
Marcelo: Cada experiência no palco é única, mas representar não só a minha cidade, mas todo o Brasil, em um campeonato internacional, foi surreal.
Representatividade e Impacto
Gazeta: Hoje, você leva o nome da sua cidade e do Brasil para o mundo. O que isso significa para você?
Marcelo: Uma grande conquista! Saber que muitas pessoas torcem e vibram comigo me motiva ainda mais.
Gazeta: Você sente que inspira outras pessoas que vêm de uma realidade parecida com a sua? Recebe mensagens de incentivo ou histórias de pessoas que te veem como referência?
Marcelo: Sim, todos os dias. Mas nos campeonatos isso fica ainda mais evidente, porque é quando mais motivo as pessoas através da minha rotina. Sempre recebo mensagens, já fui abordado em mercados, aeroportos, pedem para tirar fotos comigo… Também recebo vários depoimentos de pessoas que mudaram seus hábitos e hoje levam uma vida mais saudável por me acompanharem. Isso é gratificante!
Estilo de Vida e Filosofia
Gazeta: O fisiculturismo não é só um esporte, mas um estilo de vida. Como é sua rotina hoje?
Marcelo: Por mais que pareça impossível, sigo uma vida normal, mas com moderação, porque equilíbrio é a base de tudo. Sempre me alimento bem, tomo bastante água e pratico atividades físicas regularmente. Durante a preparação, tudo fica mais restrito, mas nada que me impeça de ter qualidade de vida ao lado da minha família.
Gazeta: Além da estética, o que o fisiculturismo te ensinou sobre disciplina, mentalidade e superação?
Marcelo: Que você não precisa ter talento, só precisa ter esforço todos os dias, acreditar em Deus e em si mesmo.
Gazeta: Muitos veem apenas o glamour dos troféus, mas pouca gente entende os sacrifícios. Qual foi o maior que você precisou fazer para chegar onde está?
Marcelo: Sempre digo que o maior sacrifício é o tempo de qualidade com a família. O tempo não volta, e estar com quem amamos não tem preço.
Futuro e Legado
Gazeta: Quais são seus próximos objetivos no esporte? Algum campeonato específico que você sonha vencer?
Marcelo: Estou na expectativa de participar de um reality de uma grande empresa para conseguir patrocínio. E um dos meus maiores sonhos é competir no Mister Olympia. Quando eu subir naquele palco, já vou me sentir campeão só por ter realizado esse sonho.
Gazeta: Como você gostaria de ser lembrado no mundo do fisiculturismo?
Marcelo: Como um menino que sonhou grande desde o início e, mesmo diante das dificuldades, nunca desistiu. Sempre acreditei em Deus e na minha força para vencer na vida.
Gazeta: Se pudesse dar um conselho para quem sonha em trilhar esse caminho, qual seria?
Marcelo: Não vai ser fácil, não vai ser confortável, mas te garanto que sua mentalidade será extremamente forte. A pessoa que você vai se tornar será seu maior orgulho, porque fisiculturismo é mais do que um esporte, é uma vida inteira de aprendizado.

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