Há dois meses, um Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Santo Antônio do Descoberto (GO) denunciando um funcionário da Escola Municipal Castro Alves por abuso sexual contra um aluno. O crime, segundo a mãe da vítima, ocorria desde 2023 e só veio à tona após uma postagem nas redes sociais que citava possíveis abusos na unidade. Apesar da gravidade, nenhuma prisão foi feita até o momento.
A mãe da criança, que preferiu não se identificar para proteção do filho, que tem apenas 7 anos, conta que só descobriu o abuso após insistir em conversar com o filho. “Depois que vimos o post no Facebook e meu marido me contou quem era o suspeito, lembrei que ele havia dado um presente ao meu filho. Na época cheguei a ir à escola e questionei quem tinha dado o presente, me falaram que tinha sido o funcionário e a direção afirmou que não via nenhum problema nisso. Mas a partir dessa informação dos abusos, fiquei em choque e resolvi conversar com meu filho”, relata.
Nos dias seguintes, o menino revelou que o funcionário o assediava desde 2023, que passava a mão em suas partes íntimas e que, para evitar que ele denunciasse os abusos, ameaçava que faria mal aos pais da criança se ele contasse o que havia acontecido. O menino ainda comentou com a mãe o nome de outros alunos que teriam sofrido abusos.
A família busca justiça, mas se sente abandonada. “Fui ao Conselho Tutelar, mas não chamaram meu filho para depor”, afirmou a mãe. Ela ainda conta que tirou o filho da escola e que quando foi ao local para pedir um relatório para que o menino pudesse ter acompanhamento psicológico, teve o pedido negado. “A diretora disse que não podia dar porque meu filho não estava mais matriculado. Como assim? Ele foi abusado lá dentro!”, desabafa.
“Não quero que outras crianças passem por isso. Só quero justiça pelo que fizeram com meu filho.”
De acordo com o secretário Elismar Malta Ribeiro, que atendeu a reportagem por telefone, assim que a escola soube do caso, afastou o funcionário e acionou o Conselho Tutelar para prestar toda a assistência necessária à família. Ele reforçou que a Polícia Civil investiga o caso.
A reportagem tentou contato com a Polícia Civil para ter mais informações sobre o andamento das investigações e a possível prisão do suspeito, mas não teve retorno até o momento.
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